Boletim Eletrônico da ABO NACIONAL - Nº 49 - Junho/2006

ABO contra exame de proficiência

A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) se posicionou contra o exame de proficiência para graduados em Odontologia proposto pelo Projeto de Lei do Senado nº 102 de 2006, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A decisão foi tomada em assembléia-geral do Conselho Deliberativo Nacional (CDN), no dia 20 de junho de 2006, em São Paulo (SP).

Em um documento extraído da assembléia-geral e assinado pelo presidente e o secretário-geral da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Norberto Francisco Lubiana e Newton Miranda de Carvalho, respectivamente, é apresentada uma série de justificativas para embasar a decisão da entidade.

De acordo com a ABO, o excessivo número de cursos de graduação em Odontologia atualmente no Brasil é fruto de uma política equivocada. A ABO afirma que cabe ao Ministério da Educação (MEC) fiscalizar o desenvolvimento das atividades curriculares das instituições de ensino superior (IES), evitando que unidades de ensino odontológico tornem-se meras “formadoras” de profissionais.

O exame de proficiência, na interpretação da Associação Brasileira de Odontologia, gera uma série de cursinhos preparatórios com objetivos meramente mercantilistas; tira do governo a tarefa de avaliação, que é de sua responsabilidade; não oferece uma avaliação real do aprendizado; cria vícios e divergências nas avaliações; causa mais frustração aos que são reprovados e não corrige o problema.

“É mister salientar a necessidade de uma política de ensino voltada para o mercado de trabalho, adequando os números de vagas universitárias à real demanda nos serviços necessários ao atendimento da população”, propõe a ABO.

Para a Associação, torna-se imperioso para o MEC reavaliar as novas tendências do mercado, fiscalizando as atividades universitárias, com relação ao real desenvolvimento das ações de ensino, e conter a voracidade do poder econômico, controlando a proliferação do número de faculdades.

 “Quiçá a implementação das novas diretrizes curriculares, propostas pelo MEC e que se encontram em implantação, dentro das unidades formadoras de cirurgiões-dentistas, possam traduzir em resultados que melhorem os índices de inclusão social em saúde bucal e dignifiquem a categoria odontológica”, ensejam os dirigentes da ABO.

ABO apóia relatora de Ato Médico

A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) encaminhou à senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) um ofício expressando seu apoio à proposição feita pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Edson de Oliveira Andrade, durante audiência pública realizada em Brasília (DF) no dia 28 de junho de 2006. O CFM considerou a reinclusão da Odontologia e da Medicina Veterinária nos moldes originais do projeto de lei inicial apresentado sobre a regulamentação do Ato Médico.

Os signatários do ofício, o presidente da ABO, Norberto Francisco Lubiana, e o secretário-geral, Newton Miranda de Carvalho, reconhecem a necessidade de regulamentação da profissão médica, desde que os atos privativos de cada profissão sejam preservados e não subjugados à Medicina ou a qualquer outra categoria.

A ABO também encaminhou ofício ao presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade, em apoio à postura do órgão na já referida audiência. “Oxalá possamos encontrar o caminho para uma solução harmônica em relação às demais profissões, pondo fim à polêmica existente e alcançando a Medicina a sua merecida regulamentação”, concluem os dois membros do Conselho Executivo Nacional da ABO.

O vice-presidente da ABO, Luis Roberto Craveiro Campos, que marcou presença na audiência pública como representante da entidade, também é favorável à atitude do CFM na audiência. “A postura do CFM nesta recente audiência sobre o Ato Médico vai favorecer o trabalho em equipe entre as profissões de saúde”, avalia.

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