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Carnaval
2007
Já
falou com seu paciente sobre
sexo?
Sexo
oral inseguro e doenças sexualmente
transmissíveis são uma mistura perigosa.
Até mesmo o beijo na hora de “ficar”
apresenta risco à saúde. Seu paciente está a par
disso? A ABO Nacional está alertando a
população, por meio da imprensa, sobre a
importância da prevenção para evitar as
DSTs
Segundo
dados do Programa Nacional de DST e Aids do
Ministério da Saúde referentes a 2003. a sífilis
acomete 937.000 pessoas; gonorréia, 1.541.800;
clamídia, 1.967.200; herpes genital, 640.900; e
HPV, 685.400. Para reduzir o risco de
contaminação através de sexo oral, a Associação
Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) orienta
os pacientes a seguir as instruções das
autoridades de saúde: praticar sexo seguro e
usar camisinha ou barreira de látex. O alerta
adquire maior importância às vésperas do
Carnaval, quando o hábito de “ficar” sem as
devidas precauções vira uma perigosa roleta
russa entre os foliões mais exaltados.
Ao
contrário do que muita gente pensa, sexo oral
praticado sem proteção também é um caminho para
contrair doenças sexualmente transmissíveis
(DSTs). E em alguns casos, uma DST oral
pode ser até mais difícil de diagnosticar e
tratar.
O
comportamento sexual de risco é atribuído
parcialmente à concepção equivocada sobre
determinadas práticas sexuais e formas de
contato físico mais íntimo. É um erro pensar que
sexo oral sem as devidas precauções é uma
prática sexual menos arriscada para a saúde.
Assim como qualquer ato sexual, o sexo oral
também exige cuidados. Até mesmo um beijo pode
transmitir doenças em situações favoráveis ao
contágio, como a existência de lesão ativa na
mucosa bucal.
“Este
alerta tem de ser transmitido às pessoas, não
como uma advertência moral, mas como orientação
emitida por um profissional de saúde responsável
e consciente das suas responsabilidades para com
a conscientização da sociedade em torno de
práticas seguras para a saúde”, afirma o
presidente da Associação Brasileira de
Odontologia (ABO Nacional), Norberto Francisco
Lubiana.
“DST
não pode ser um tabu no diálogo entre o
cirurgião-dentista e seu paciente. Este assunto
tem que estar na ordem do dia nos consultórios
odontológicos em todas as épocas do ano, não
somente às vésperas do carnaval. É necessário
que todos os Cirurgiões-Dentistas se atualizem,
busquem o máximo de informações possíveis sobre
o tema. A ABO Nacional enviou à imprensa release
sobre o assunto e com certeza a população
buscará informações nos consultórios ou mesmo
nas ruas”, adverte o presidente da
entidade.
Saiba
mais
Controle
de Infecções e a Prática Odontológica em Tempos
de Aids – Manual de
Condutas (Ministério
da Saúde, março de 2000). Esta cartilha aborda
questões de biossegurança afeitas ao exercício
profissional com prioridade na proteção da saúde
do cirugião-dentista, sua equipe e seus
pacientes, soropositivos ou não. Disponível para
download em http://www.aids.gov.br/final/biblioteca/manual_odonto.pdf. |