SAÚDE BUCAL
Mais por menos
Novos tratamentos de lesões de cárie procuram causar o mínimo dano possível às estruturas dentais e proporcionar mais saúde
Especial II - Marcelo de Andrade e Antonela Tescarollo
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Rompendo com o modelo cirúrgico-restaurador, a Odontologia dita moderna envereda por caminhos menos agressivos e mais con-
servadores do ponto de vista da preservação dos tecidos da cavidade bucal. Especialistas de todas as denominações têm adotado este conceito em suas respectivas áreas, mas é principalmente no tratamento da lesão cárie, a mais antiga e ao mesmo tempo aguerrida adversária dos cirurgiões-dentistas, que a Odontologia de Mínima Intervenção revela sua faceta mais autêntica.
Antes, priorizava-se a remoção dos tecidos dentais afetados pela doença e a proteção direcionada a áreas ditas de risco, independentemente de uma análise individualizada do paciente. Para os seguidores d o novo credo, a promoção de saúde tem de ser reverenciada em primeiro lugar. Por este novo prisma, o cirurgião-dentista coloca a broca de lado num primeiro momento para se preocupar com o controle da doença e de seus fatores etiológicos. O controle isolado das lesões de cárie vem num segundo momento. Se houver necessidade de algum tipo de tratamento invasivo, remove-se a menor quantidade de tecido possível para controlar uma lesão mais avançada e restabelecer a forma e a função do elemento afetado. Assim, na opinião dos seguidores da Mínima Intervenção, se consegue uma atuação mais direcionada, evitando a progressão das |
lesões já existentes e o surgimento de outras. Nesta edição, a segunda da série especial sobre o assunto,a Revista ABO apresenta algumas das mais modernas táticas para o tratamento de lesões de cárie no esmalte, como os quimioterápicos e os selantes. O tratamento de lesões de cárie em dentina apresenta maior complexidade e diversidade de alternativas. Por isso, nestas páginas, serão comentados a teoria fotodinâmica, o laser, jato de óxido de alumínio e tratamento restaurador atraumático (ART, em inglês). Outras mais serão abordadas no próximo número. Além de inovadoras ou pelo menos ainda pouco utilizadas no País, as técnicas enfocadas a seguir por um leque de pesquisadores de ponta em cada uma delas se inserem no contexto preservacionista, onde menos vale mais, ou seja, quanto menos o CD macular a integridade do elemento dental, maior o ganho para o paciente em qualidade de vida.
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