menu

SAÚDE BUCAL
A primeira vez no Brasil

A fluoretação de água de abas­te­cimento público teve início nos EUA, em 1945. A primeira cidade brasileira a adotar o sistema foi Baixo Guandu (ES) em 1953, durante o governo de Getúlio Vargas. Mas antes disso o País, já havia tido uma experiência com o flúor. Conforme relatam os cirurgiões-dentistas capixabas Adauto Emmerich e Aprígio da Silva Freire, organizadores do livro Flúor e Saúde Coletiva – 50 Anos de Fluoretação no Brasil, lançado em 2003 pela Edufes, em 1952 foi colocado em prática na cidade de Aimo­rés (MG) um programa que previa a aplicação tópica de flúor a 2% entre crianças.

O programa de Aimorés e a adição do flúor à água tratada em Baixo Guandu no ano seguinte faziam parte de um projeto pioneiro no País do Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp), do Ministério da Saúde. O projeto tinha o objetivo de demonstrar

e incentivar a utilização do flúor como método eficiente de grande alcance social no combate à cárie.

Baixo Guandu pôde adotar a fluoretação da água, pois tinha um serviço de abastecimento público adequado aos padrões exigidos pela Engenharia Sanitário do Sesp e que havia sido inaugurado meses antes. Um levantamento epide­mio­lógico sobre a prevalência da cárie entre crianças entre seis e 14 anos foi realizado na cidade antes da implantação do projeto e verificou que o CPO-D médio era de 6,23. Em 1960, foi realizado um novo estudo que mostrou que este índice havia caído para 2,53. Hoje, 75 dos 78 municípios do Espírito Santo adicionam flúor à água tratada.

Segundo os autores da obra, a fluoretação da água do abastecimento público foi uma atitude que mudou a Odontologia, trazendo grande avanço para a saúde pública e transformando significativamente o perfil epide­miológico da cárie dentária no País. Segundo Norberto Lubiana, presidente da ABO Nacional, “existem forças contrárias ao flúor, porém a fundamentação científica nos dá certeza de que o método é bom. A ABO estará sempre vigilante na defesa do uso do flúor, seguindo as determinações da OMS, da FDI e outras importantes organizações nacionais e internacionais que estudam o assunto em profundidade”.

Especial I
Pela vida, contra a cárie
CDs usam tecnologias menos invasivas para diagnóstico precoce
e tratamento das lesões

Especial II
Mais prevenção, menos intervenção
Uso do laser, aplicação de cariostáicos, quimioterápicos e selantes, os caminhos
Especial III
A nova-velha Odontologia
Técnicas revolucinárias há décadas lideram a vanguarda de tratamento da lesão em dentina


Voltar ao índice da Revista

Copyright © 2005 ABO - Associação Brasileira de Odontologia. Melhor se visualizado com resolução de 1024 X 768.
Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.