
Artigo original
Percepção da halitose e sua relação com a qualidade de vida
Perception of patients regarding halitosis and their correlation to life's quality
Palavras-chave: Halitose; Qualidade de vida; Boca, lesões
Key words: Halitosis; Quality of life; Mouth injuries
Márcia Maria Pereira Rendeiro
Luciana Freitas Bastos
Rogério Alves de Souza
Urubatan Vieira de Medeiros
RESUMO
Introdução – O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção da halitose e sua correlação com a qualidade de vida, hábitos e distúrbios orais. Material e Métodos - Foi realizada entrevista, contendo perguntas abertas e fechadas a 70 pacientes, escolhidos ao acaso, da Clínica Odontológica da Unigranrio, que aceitaram livremente participar do estudo. Os dados obtidos foram analisados percentualmente e através do teste não paramétrico do X² e do teste exato de Fisher, com nível de significância a 5%. Do total da amostra (n=70), 46 (65,7%) eram mulheres, com média de idade de 32,41 anos (± 11,18). Resultados - Os resultados demonstraram que 33 (47,1%) pacientes relataram perceber a presença da halitose e 30 (42.9%) tinham suas atividades de vida diária prejudicadas pela presença desta alteração. Entretanto, somente 3 (4,3) procuraram o cirurgião-dentista para resolver o problema. Quando se compara a percepção da halitose com a presença de hábitos e problemas bucais, foi estatisticamente significante a relação entre a escovação da língua (p = 0,001/p<0,05) e sangramento gengival (p = 0,028/p<0,05). No entanto, não houve diferença significativa entre o fumo (p = 0,260/p>0.05), a presença de cavidades e restaurações deficientes (p=0.253/p>0.05), e a percepção da halitose pelos pacientes. Conclusão - Foi possível concluir que, nos pacientes que perceberam a presença da halitose houve correlação positiva com a ausência de escovação lingual e a presença de sangramento gengival, reforçando a necessidade de maior ênfase para o controle mecânico do biofilme oral e a participação do Cirurgião-Dentista no tratamento desta condição.
ABSTRACT
Introduction - The aims of this study were to evaluate the perceptions of patients regarding halitosis and their correlation to habits and oral disturbances. Material and Methods - A structured interview with open and closed questions was developed to 70 patients, chosen randomly, from Unigranrio dental clinic, which spontaneously joined the study. The data obtained was analyzed percentually, by the X 2 non-parametric test and Fisher exact test, with a significance level of 5%. From the total sample (n=70), 46 (65.7%) were women, being 32.41 (±11.18) years old the mean age. Results - The results showed that 33 (47.1%) patients related the presence of the disease and 30 (42.9%) felt impairment during their daily practices by the illness. However, only 3 (4.3%) seeked dentist to solve their problem. When halitosis was compared to habits and oral disturbances, there was significance relation between tongue brushing (p=0.001/p<0.05) and gingival bleeding (p=0.028/p<0.05). However, there was no difference between smoking (p=0.260/p>0.05), presence of cavities/deficient restorations (p=0.253/p>0.05) and halitosis perception by the patients. Conclusions - We conclude that patients with halitosis perception have positive correlations with lack of tongue brushing, presence of gingival bleeding, reinforcing the need of more emphasis to mechanical control of biofilm and dentist participation in the diagnosis and treatment of this condition.
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