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Artigo original

Emergências médicas em odontologia: nível de instrução e capacitação dos cirurgiões-dentistas no Estado de Goiás
Medical emergencies in dentistry: level of information and preparedness among dentists in the State of Goiás, Brazil

Palavras-chave: Tratamento de emergência; Consultórios odontológicos; Competência profissional; Pratica profissional
Key words: Emergency treatment; Dental offices; Professional competence; Professional practice

Rejane Faria Ribeiro-Rotta
Maria do Carmo Matias Freire
Carla Aparecida B. da C. M.Nunes
Cristiane Salviano M. Lopes
Liliane de Paiva Nascimento
Telma Adriana Costa

RESUMO

Introdução - O objetivo deste estudo foi investigar o nível de instrução e capacitação dos cirurgiões-dentistas do Estado de Goiás em relação às emergências médicas no consultório odontológico. Material e Métodos - A população de estudo constituiu-se dos 4.452 cirurgiões-dentistas cadastrados no Conselho Regional de Odontologia – Secção de Goiás (CRO-GO) até o ano de 1999. Utilizou-se um questionário contendo questões fechadas, via postal. Resultados - A taxa de resposta foi 11,4% (509 cirurgiões-dentistas). A maioria relatou realizar anamnese (91,7%) e possuir instruções sobre emergências médicas (75,4%), em geral , apenas teóricas (67,2%). As principais fontes de informações foram os congressos/conferências (60,2%). Dos pesquisados, 64% e 42,4%, respectivamente, possuíam no consultório, equipamentos e drogas para emergência.

Apesar de poucos relatarem conhecimento e segurança quanto à utilização desses equipamentos e drogas, muitos responderam serem capazes de verificar os sinais vitais (91,6%). A maioria possuía apenas esfigmomanômetro (88,3%), estetoscópio (82,8%) e ácido acetil salicílico (64,4%). Quanto à ressuscitação cardiopulmonar, apenas 26,9% receberam treinamento prático e 14,7% se sentiam capazes de realizá-la. Mais da metade (54,4%) já enfrentou situações de emergência no consultório, sendo a mais comum a lipotímia/síncope (90,2%). Em aproximadamente 73% dos casos, a conduta foi assistência no consultório e encaminhamento a um serviço médico. A grande maioria dos cirurgiões-dentistas (93,9%) apresentou interesse em obter treinamento para atuar em emergências médicas. Conclusões - Os cirurgiões-dentistas pesquisados revelaram pouca segurança em relação aos procedimentos em casos de emergências médicas no consultório odontológico, tendo recebido predominantemente instrução teórica. O nível de capacitação precisa ser melhorado, para que possam atuar com efetiva segurança nos cuidados aos seus pacientes.

ABSTRACT

Introduction - The aim of this study was to investigate the level of information and preparedness among dentists in the State of Goiás, Brazil, to respond to medical emergencies in dental practice. Material and Methods - A questionnaire with closed questions was mailed to all 4,452 dentists registered by the Regional Dental Council – Goiás Section (CRO-GO) up to 1999. Results - Response rate was 11.4% (509 dentists). The majority (91.7%) said they obtained patient's medical records prior to treatment and has received instructions on medical emergencies (75.4%). However, the majority of this information was theoretically based (67.2%). The main sources of information were scientific meetings and conferences (60.2%). Approximately 64% and 42.4% of the respondents had emergency equipment and drugs, respectively, in their dental offices. However, only a few reported knowledge and confidence regarding utilization. In regard to cardiopulmonary resuscitation, only 26.9% received any practical training and 14.7% felt they were able to perform it. More than a half (54.4%) had experienced emergencies in their practice and the most common type was syncope (90.2%). In most cases (72.9%), the clinical procedures involved assistance at dental office followed by referral to medical assistance. The vast majority of the dentists (93.9%). expressed their interest to participate in training courses on emergency situations Conclusions – The sample of dentists studied showed a low level of confidence in their ability to respond to medical emergencies in dental office, and most of them have only received theoretical training. Their level of preparedness for medical emergencies needs improvement so that they can get more confidence and assure higher levels of safety to their patients.



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