menu

    

SUA SAÚDE
B a t e, c o r a ç ã o

Antonela Tescarollo
Diego Freire

Conhecer melhor os aspectos da Cardiologia é bom para a Odontologia e também para o cirurgião-dentista. Isso porque as doenças cardíacas e algumas situações associadas a elas apresentam sérias influências no atendimento e tratamento odontológicos, assim como representam um grande risco à saúde e à vida do profissional, do ponto de vista dele próprio também vir a se tornar, em algum momento, um paciente.

Os cardiopatas-pacientes do cirurgião-dentista usam medicação específica, podem ficar mais ansiosos durante a consulta, têm restrições à aplicação da anestesia e precisam de outros cuidados especiais aos quais o profissional deve estar atento para tomar as medidas necessárias e evitar complicações, infecções e garantir o bom andamento e resultado do tratamento. A exigência de profissionais com essa preocupação faz parte também da tendência de integrar cada vez mais a saúde bucal à saúde integral, promovendo a visão holística do paciente e a interdisciplinaridade.

Mas, há outro importante lado dessa mesma moeda de que o CD não pode esquecer: o cuidado e atenção com seu próprio coração e seu saúde, para garantir, ele próprio, longevidade com qualidade de vida.

A necessidade de cuidar da saúde cardíaca, controlando os fatores de risco e levando uma vida mais saudável, é ainda mais reforçada pela informação, do Ministério da Saúde, de que as cardiopatias são hoje a primeira causa de morte no País e, apesar de acometerem mais os homens por questões hormonais, a ocorrência entre as mulheres tem apresentado um crescimento considerável.

Aterosclerose, doenças valvárias e coronárias, arritmias, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e endocardite são algumas delas, que se manifestam em conseqüência a fatores como idade, histórico familiar e sexo.

Além desses, há os que podem ser prevenidos e tratados, como colesterol alto, diabete, estresse, hipertensão, obesidade, tabagismo e sedentarismo, bastando boa vontade, disciplina e acompanhamento médico.

Mas alimentação saudável, exercícios físicos e abandono de vícios como o cigarro ainda não são suficientes. É preciso ter bom humor e alegria. E o cirurgião-dentista, especialista nas técnicas do sorriso, deve também se preocupar com o lado afetivo e emocional que envolve essa ação, que influencia diretamente o funcionamento do organismo. Prova dessa relação é a origem científica da expressão “coração partido”, que, na verdade, é uma síndrome comum em momentos de muita tensão e nervosismo. Nessas situações o coração pode não agüentar e sofrer um aneurisma, que o divide em duas partes. Apesar de não ser uma doença cardíaca, esse evento mostra o impacto dos estímulos nervosos no coração.

Além disso, as observações médicas indicam que o bom humor e o riso provocam a liberação de hormônios cerebrais que protegem o organismo das doenças cardiovasculares.

Assim, por se preocupar não só com a responsabilidade profissional e científica do cirurgião-dentista, mas também com sua saúde, bem-estar e qualidade de vida, a Revista ABO Nacional traz nesta edição dois lados de um mesmo problema - o paciente-cardiopata e o CD-paciente. Para levar informação e prestação de serviço confiáveis a seus leitores, foram consultados três especialistas: o periodontista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, mestre em Diagnóstico Bucal pela Universidade Paulista e um dos coordenadores do livro Cardiologia e Odontologia - Uma Visão Integrada, da Editora Santos; Carlos Serrano Jr., médico assistente da Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas e livre docente pela Faculdade de Medicina da USP; e Carlos Alberto Pastore, doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, diretor do Serviço de Eletrocardiologia do Incor e autor do livro Saúde – Dicas, Curiosidades, Esclarecimentos. Também foram consultadas a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

RÉSUME - YOUR HEALTH
Beat, heart

To best know about some aspects of Cardiology is something good both for Dentistry and for the dentist him/herself. That is because cardiac diseases influence the dental attendance and treatment as well as the professional’s health.

Cardiac patients use specific medication, they may get more anxious during the visit, they may have restrictions on anesthesia and they may need other special cares.

But dentists, as patients themselves, should also take special care on this matter, even more because cardiopathies are, nowadays, the first cause of death in the country. Atherosclerosis, valvular heart diseases and coronary diseases, arrhythmia, myocardial infarction, cardiac insufficiency and endocarditis are some of the main cardiac diseases that happen due to events of non-modifiable and modifiable risk factors. The non-modifiable risk factors do not depend on patient’s attitudes, such as age, familiar history and gender.
On the other hand, the modifiable risk factors may be avoided, treated and controlled; the main modifiable risk factors are high cholesterol, diabetes, stress, hypertension, obesity, tabagism and sedentariness.
Consequently, in most cases, cardiac diseases may be prevented with some patients’ good will and discipline – inclusive health professionals’ - and medical follow-up.

It is worth men¬tioning an important factor that cardiologists always emphasize: happiness and good mood do good to both health and heart. Smile frequently, have fun, be relaxed and try, at least, to see the good side of things and of life.



Voltar ao índice da Revista
Untitled Document



 
 
 




 

Copyright © 2005 ABO - Associação Brasileira de Odontologia. Melhor se visualizado com resolução de 1024 X 768.
Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.