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SUA SAÚDE
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Doenças cardíacas são a primeira causa de morte no Brasil. Informação mais que suficiente para chamar a atenção de todos – inclusive mulheres – para o problema, que se manifesta de várias formas e é favorecido por diferentes fatores.

O Ministério da Saúde afirma: as doenças cardíacas são hoje a primeira causa de morte no País. E a situação ainda deve piorar. Segundo um estudo de 2004 realizado na Universidade de Columbia (EUA), até 2040, o número de mortes no Brasil em decorrência do problema deve crescer 250%, colocando o País à frente da China (200%), Índia (175%) e Estados Unidos (50%).

As cardiopatias abrangem diversas doenças relacionadas ao coração e ao sistema circulatório, como as arritmias, infarto do miocárdio ou ataque cardíaco, aterosclerose, insuficiência cardíaca, angina, doenças coronárias, valvárias e do músculo cardíaco, endocardite, entre outras. Estas doenças acontecem em decorrência de fatores de risco que se dividem em modificáveis e não-modificáveis e, normalmente, se somam, prejudicando ainda mais o paciente.

Os não-modificáveis normalmente independem do comportamento do paciente e são mais difíceis de ser alterados. São eles idade, sexo e histórico familiar. Além de serem mais freqüentes em pessoas acima dos 40 anos, as doenças cardíacas acometem mais os homens. Isso acontece porque “eles não têm os hormônios que protegem contra o problema; as mulheres têm”, diz Carlos Serrano Jr., cardiologista do Incor.

Além disso, elas geralmente se preocupam mais que o homem em cuidar da saúde e da aparência, ficando assim, menos expostas aos fatores de risco modificáveis, como o colesterol alto, má alimentação , diabete, obesidade e tabagismo. Fazem parte também desse grupo de fatores, que podem ser controlados para prevenir as doenças: o estresse, a hipertensão e o sedentarismo.Feminino e masculino

Uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, que levantou os fatores de risco e proteção para doenças crônicas entre os brasileiros, mostrou que os homens estão na frente das mulheres nos quesitos: maior consumo de fumo, álcool, leite integral, refrigerante e carnes com excesso de gordura e sofrem mais com excesso de peso e obesidade. As mulheres, por outro lado, são as que comem frutas com mais freqüência. Somente no item sobre atividades físicas mais regulares é que os homens se saíram melhor.

No entanto, esse quadro vem mudando aos poucos. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), é cada vez maior o número de mulheres jovens que morrem vítimas de doenças cardiovasculares. “O que percebemos hoje é que a mulher está mais estressada, fuma mais, se alimenta mal e, quando o assunto é saúde, só se preocupa com o câncer. Na maioria dos casos, ela não faz prevenção primária, com a realização de exames preventivos, que é indicada para quem nunca teve nenhum problema cardiovascular”, diz a cardiologista Walkíria Ávila, coordenadora do Projeto Socesp Mulher. Um dado da pesquisa do governo que demonstra essa tendência é o que indica o número de pessoas que estão parando de fumar. Enquanto 25,8% dos homens já abandonaram o vício, apenas 18,6% delas alcançaram esse objetivo.

A médica também alerta que, depois da menopausa, a incidência de infartos entre as mulheres aumenta significativamente, mas ainda continua menor que entre homens. Em média, até os 50 anos são cerca de cinco homens infartados para cada mulher. Depois dessa idade, essa relação quase cai para a metade, com uma mulher infartada para apenas dois casos masculinos.



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